Há alguns anos o tema da cibercultura vem me inquietando, tanto em pesquisas sobre educação quanto na criação artística.
Aquilo que Couchot chama de o sujeito aparelhado (le sujet appareillé), fortemente dependente de uma máquina que realiza boa parte das operações de ver e representar.
(Arlindo Machado - O SUJEITO NO CIBERESPAÇO)
Nomeei esta cerâmica, de 2008, como O Sujeito Aparelhado, após leituras de Couchot, Lévy, Lemos, e divagando sobre a crescente proliferação de informações que, através de determinadas interfaces, podem ser colecionadas ao infinito, mas nem sempre são digeridas.
~Couchot analisa a crescente automatização das técnicas figurativas e sua influência no olhar humano. Num primeiro momento, sua preocupação com o poder da máquina (como ele deixa claro logo de saída, “a fotografia automatizou a captura da imagem e sua reprodução, o cinema automatizou o registro do movimento, a televisão automatizou sua difusão e a tornou instantânea”) parece algo saído dos textos de Baudrillard ou de Virilio.
ResponderExcluirMas Couchot não é anti-máquina: seu objetivo é analisar não somente o impacto da tecnologia (muitos já o fizeram), mas entender sob que condições a imagem é inteligível. A máquina, ainda que deixada sozinha, é capaz de criar imagens ininteligíveis ou de uma inteligibilidade que peça a reflexão que só um humano pode fazer? ~
continua em
http://www.cibercultura.org.br/
tikiwiki/tiki-read_article.php?articleId=68
postado por Elenise Xisto
sumiu minhas postagens!!\
ResponderExcluirbom, vai de novo... parabens pelo seu blog! gostei muito de seus trabalhos visuais!
postado por Elenise Xisto Polo Restinga Seca
Legal, uma boa obra para se analisar. A tecnologia veio para nos ajudar, mas não podemos ser totalmente dependentes dela. Mas essa imagem mostra uma realidade de nosso cotidiano: você vai levantar ou apertar no controle?
ResponderExcluirAdorei!