O USO DO SECOND LIFE COMO AMBIENTE VIRTUAL DE
APRENDIZAGEM
MATTAR NETO, João Augusto – Universidade Anhembi Morumbi
GT-16: Educação e Comunicação
RESUMO
Este artigo aborda o uso do Second Life como ambiente de ensino e aprendizagem em educação, mais particularmente em Educação a Distância (EaD). Inicialmente, o artigo
discute o conceito de interação em EaD, através das reflexões de MOORE (1989) e
ANDERSON (2003). Duas teses são então defendidas: (a) a interação com os ambientes
de aprendizagem foi sistematicamente ignorada na literatura de EaD; e (b) os ambientes
de realidade virtual em três dimensões (3D), como o Second Life, ampliam o
significado do conceito de interação. Em seguida, são brevemente avaliados o potencial
os recursos pedagógicos disponíveis no Second Life. São também indicados alguns
‘locais’ onde têm ocorrido interessantes atividades de ensino e aprendizagem no Second
Life, em língua portuguesa, resultado de um intenso mapeamento realizado no ambiente
virtual desde o início de 2007. Por fim, são feitas algumas reflexões sobre o uso
educacional do Second Life e as inovações que ele pode trazer para a EaD,
caracterizando o que se pode denominar EaD 3.0.
Palavras-chave: Second Life; Educação a Distância; ambientes virtuais de
aprendizagem.
INTRODUÇÃO: O CONCEITO DE INTERAÇÃO EM EaD
Michael Moore, referência mundial em EaD, desenvolveu o importante conceito
de “distância transacional”. A separação entre professores e alunos, na educação a
distância, afeta sem dúvida o processo de ensino e aprendizagem. Entretanto, a partir
dessa distância “física” e mesmo “temporal”, surge um novo “espaço” pedagógico e
psicológico, em que ocorre uma forma diferente de comunicação, uma nova
“transação”. Esse novo espaço, criado pela EaD, Moore chama de “distância
transacional”. Para a distância transacional, não interessa, portanto, a distância física entre
professor e aluno, nem mesmo entre os próprios alunos, mas sim as relações
pedagógicas e psicológicas que se estabelecem em EaD. Portanto, independente da
distância espacial ou temporal, os professores e os alunos podem estar mais ou menos
distantes em EaD, do ponto de vista transacional.
Um dos pontos essenciais para determinar a distância transacional em um
projeto de EaD é o grau de interação entre alunos e professores. Em “Three types of
interaction”, um artigo publicado em 1989 no importante American Journal of Distance
Education, Moore aborda as relações entre alunos, professores e conteúdo através de
três tipos de interação: aluno/professor, aluno/aluno e aluno/conteúdo. Terry Anderson,
em “Modes of interaction in distance education: recent developments and research
questions”, um capítulo do livro Handbook of Distance Education publicado em 2003,
amplia a perspectiva de Moore, incluindo mais três tipos de interação:
professor/professor, professor/conteúdo e conteúdo/conteúdo.
1. Aluno-professor
A interação com o professor fornece motivação e feedback aos alunos. O custo
desse tipo de interação cresce proporcionalmente ao número de alunos,
conseqüentemente o papel do design instrucional é essencial no planejamento dessas
atividades, assim como o treinamento dos professores.
2. Aluno-aluno
A interação aluno-aluno caracteriza o que se denomina aprendizado colaborativo
e cooperativo, que envolve o aspecto social da educação. Ela gera motivação e atenção,
enquanto os alunos aguardam o feedback dos colegas. Essa interação também
desenvolve o senso crítico e a capacidade de trabalhar em equipe.
3. Aluno-conteúdo
Com as tecnologias modernas e particularmente a Internet, pode-se desenvolver
conteúdo em diversas formas: som, texto, imagens, vídeo e realidade virtual. O aluno
pode hoje também customizar o conteúdo com o qual deseja interagir, e inclusive
contribuir para o aperfeiçoamento do material utilizado nos cursos.
4. Professor-conteúdo
O desenvolvimento e a aplicação de conteúdo por professores têm se tornado
elementos essenciais em EaD. Objetos de aprendizagem devem ser desenvolvidos por
professores, que devem desempenhar um papel primordial no design instrucional dos
cursos. A tendência é que os sistemas para produção de conteúdo tornem-se cada vez
mais amigáveis, diminuindo o tempo e o esforço para o trabalho de produção dos
professores.
5. Professor-professor
As redes têm possibilitado oportunidades sem precedentes de interação entre
professores, que encontram nos colegas fontes de assistência e insights pedagógicos,
constituindo assim comunidades físicas e virtuais.
6. Conteúdo-conteúdo
Este talvez seja o modelo de interação mais complexo proposto por Anderson.
Alguns programas são hoje semi-autônomos, proativos e adaptativos, utilizando
recursos de inteligência artificial. Esses aplicativos podem recuperar informações,
operar outros programas, tomar decisões e monitorar recursos na rede. Como exemplo,
um programa pode atualizar automaticamente as referências sobre determinado tema,
durante um curso, mantendo uma bibliografia dinâmica. No futuro, professores criarão e
usarão recursos de aprendizagem que se atualizem continuamente através de sua
interação com agentes inteligentes.
Michael Moore, referência mundial em EaD, desenvolveu o importante conceito
de “distância transacional”. A separação entre professores e alunos, na educação a
distância, afeta sem dúvida o processo de ensino e aprendizagem. Entretanto, a partir
dessa distância “física” e mesmo “temporal”, surge um novo “espaço” pedagógico e
psicológico, em que ocorre uma forma diferente de comunicação, uma nova
“transação”. Esse novo espaço, criado pela EaD, Moore chama de “distância
transacional”. Para a distância transacional, não interessa, portanto, a distância física entre
professor e aluno, nem mesmo entre os próprios alunos, mas sim as relações
pedagógicas e psicológicas que se estabelecem em EaD. Portanto, independente da
distância espacial ou temporal, os professores e os alunos podem estar mais ou menos
distantes em EaD, do ponto de vista transacional.
Um dos pontos essenciais para determinar a distância transacional em um
projeto de EaD é o grau de interação entre alunos e professores. Em “Three types of
interaction”, um artigo publicado em 1989 no importante American Journal of Distance
Education, Moore aborda as relações entre alunos, professores e conteúdo através de
três tipos de interação: aluno/professor, aluno/aluno e aluno/conteúdo. Terry Anderson,
em “Modes of interaction in distance education: recent developments and research
questions”, um capítulo do livro Handbook of Distance Education publicado em 2003,
amplia a perspectiva de Moore, incluindo mais três tipos de interação:
professor/professor, professor/conteúdo e conteúdo/conteúdo.
1. Aluno-professor
A interação com o professor fornece motivação e feedback aos alunos. O custo
desse tipo de interação cresce proporcionalmente ao número de alunos,
conseqüentemente o papel do design instrucional é essencial no planejamento dessas
atividades, assim como o treinamento dos professores.
2. Aluno-aluno
A interação aluno-aluno caracteriza o que se denomina aprendizado colaborativo
e cooperativo, que envolve o aspecto social da educação. Ela gera motivação e atenção,
enquanto os alunos aguardam o feedback dos colegas. Essa interação também
desenvolve o senso crítico e a capacidade de trabalhar em equipe.
3. Aluno-conteúdo
Com as tecnologias modernas e particularmente a Internet, pode-se desenvolver
conteúdo em diversas formas: som, texto, imagens, vídeo e realidade virtual. O aluno
pode hoje também customizar o conteúdo com o qual deseja interagir, e inclusive
contribuir para o aperfeiçoamento do material utilizado nos cursos.
4. Professor-conteúdo
O desenvolvimento e a aplicação de conteúdo por professores têm se tornado
elementos essenciais em EaD. Objetos de aprendizagem devem ser desenvolvidos por
professores, que devem desempenhar um papel primordial no design instrucional dos
cursos. A tendência é que os sistemas para produção de conteúdo tornem-se cada vez
mais amigáveis, diminuindo o tempo e o esforço para o trabalho de produção dos
professores.
5. Professor-professor
As redes têm possibilitado oportunidades sem precedentes de interação entre
professores, que encontram nos colegas fontes de assistência e insights pedagógicos,
constituindo assim comunidades físicas e virtuais.
6. Conteúdo-conteúdo
Este talvez seja o modelo de interação mais complexo proposto por Anderson.
Alguns programas são hoje semi-autônomos, proativos e adaptativos, utilizando
recursos de inteligência artificial. Esses aplicativos podem recuperar informações,
operar outros programas, tomar decisões e monitorar recursos na rede. Como exemplo,
um programa pode atualizar automaticamente as referências sobre determinado tema,
durante um curso, mantendo uma bibliografia dinâmica. No futuro, professores criarão e
usarão recursos de aprendizagem que se atualizem continuamente através de sua
interação com agentes inteligentes.
Olá Suzana, o prof. João Mattar é uma especialidade no assunto quando se trata de Second Life e EAD. Eu tenho o livro dele que trata do Second Life e EAD e discute muito bem as redes sociais e as interações em ambientes virtuais como o Second Life. Eu planejo, para o final da disciplina, se for possível, um encontro final no ambiente Second Life, para umas horas de lazer entre nós. Abraços
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